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Gare do Oriente, Médio

Dois arquitectos portugueses emigram para o Reino da Arábia Saudita. Um escreve (às vezes também esquiça), outro fotografa.

Gare do Oriente, Médio

Dois arquitectos portugueses emigram para o Reino da Arábia Saudita. Um escreve (às vezes também esquiça), outro fotografa.

Al Balad, é uma porta para um mundo que já não existe mas que ainda aqui está.

Al Balad, é o bairro que em a ASAE não entra porque não saberia por onde começar.

Al Balad, é um tratado de construção que questiona as leis dos Engenheiros e mostra que os castelos de areia não são só para putos.

Al Balad, tem ruas que serpenteiam e nos fazem perder o Norte.

Al Balad, é um sítio de negócios onde Homens compram e Homens vendem.

Al Balad, é um sítio onde os negócios se fazem com tempo. Tempo para um chá, tempo para uma conversa, tempo para saber a tua história, tempo para fechar o negócio.

Al Balad, tem ouro.

Al Balad, tem lojas que vendem tâmaras e cobertores e espadas e lamparinas que o Rui Veloso em usaria em noites menos próprias.

Al Balad, tem gatos que partilham a Kabsa com Sauditas sentados no passeio.

Al Balad tem muitos povos lá dentro.

Al Balad, cheira a especiarias e incenso e peixe frito.

Al Balad, tem velhinhos simpáticos que perguntam de onde vimos, e que não nos devolvem “Cristiano Ronaldo”.

Al Balad, tem mulheres discretas, que não são tao simpáticas como os velhinhos, e que regateiam o preço dos cobertores.

Al Balad, tem gente que estranha turistas com máquinas fotográficas e que a olham fixamente.

 

Se fosse em Portugal diríamos:

“Al Balad é uma Nação” 

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