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Gare do Oriente, Médio

Dois arquitectos portugueses emigram para o Reino da Arábia Saudita. Um escreve (às vezes também esquiça), outro fotografa.

Gare do Oriente, Médio

Dois arquitectos portugueses emigram para o Reino da Arábia Saudita. Um escreve (às vezes também esquiça), outro fotografa.

A vida 500km de Riyadh tem um encanto diferente. Já não estou na capital do reino, mas reconheço que Khobar tem um glamour próprio. Alguns dirão que as cidades à beira-mar são especiais. Não sei se será isso, até porque aqui se sua bastante (coisas das “ómidades”). Mas Khobar em particular tem uma dinâmica especial e muitas parecenças com Riyadh à sua escala. Ainda não consegui levar a máquina fotográfica a ver as vistas, mas partilho com vós imagens de viagens passadas. (...)
18 Out, 2021

Al Waba, A cratera

Viajar na Arábia Saudita é uma aventura que já tive o prazer de realizar ao longo destes quase 6 anos.  Desde sempre que conduzir foi um dos meus prazeres e fazê-lo na Arábia Saudita é algo que me agrada bastante.  Estradas amplas, com kilómetros de cenários exóticos para quem normalmente fazia a A1 Norte Sul. A minha noção de distância ficou alterada e hoje quando conduzo em Portugal as distâncias que antes me pareciam verdadeiras viagens passaram a ser já ali. A Arábia (...)
Al Balad, é uma porta para um mundo que já não existe mas que ainda aqui está. Al Balad, é o bairro que em a ASAE não entra porque não saberia por onde começar. Al Balad, é um tratado de construção que questiona as leis dos Engenheiros e mostra que os castelos de areia não são só para putos. Al Balad, tem ruas que serpenteiam e nos fazem perder o Norte. Al Balad, é um sítio de negócios onde Homens compram e Homens vendem. Al Balad, é um sítio onde os negócios se fazem (...)
Os dias continuam quentes, mas os loucos 50 graus de Agosto já passaram. Agora as máximas já não passam dos 43. As folhas secas de Outono aqui não existem, mas já se sente a vontade de fugir para o Deserto sempre que possível. Acampar na Arábia Saudita é um desporto, que a ser de competição seria facilmente vencido pelos verdadeiros Sauditas. Atletas olímpicos em fugir da cidade e apreciar uma boa fogueira, uma boa “kabsa” e uma boa “shisha”. Aqui os jipes servem mesmo (...)
Para um jovem rapaz dos anos 80 o Médio Oriente será sempre o país onde o petróleo nasce nas traseiras das casas. O sítio onde a água é mais cara que a gasolina. E para um jovem adolescente, os motores que o petróleo move são mais interessantes que os interesses movidos pelo petróleo. Não sou decerto um “petrolhead” fundamentalista, mas os carros sempre foram para mim um gosto especial. As fichas técnicas e os últimos modelos foram sempre informações que devorei e (...)
Após um pequeno interregno para férias. Aquela coisa estranha que acontecia antes do famigerado Corona. A besta infelizmente permanece entre nós e a resiliência humana está a aprender a viver nos entremeios das regras e dos bloqueios. Mas isso aqui nada interessa. Neste regresso à vida Saudita decidi mostrar outro lado do país. Aquele que quer ser mais Internacional. O lado da nova geração, aquela que quer um país mais global. Aquela que não esquece a sua tradição e a sua (...)
Não sei porquê… Não é grande e também não é assim tão pequena. Loura… também não estou bem a ver… O amarelo é o tom geral de todo o país. Talvez os locais tenham descoberto aqui um tom de louro especial, assim a modos que uma luz de Lisboa mas em dourado.   Ushaiger é uma aldeia histórica no centro do país que com o advento do turismo ganhou alguma fama. Ainda me lembro de quando eram os expatriados que os únicos visitantes e os locais nos achavam tolinhos por ir (...)
Interrompo a série de acidentes para explicar tudo o que há a saber sobre as ilhas Farasan. Quase tudo. Enfim, alguma coisa.  As ilhas Farasan ficam no Mar Vermelho, mais a Sul, do lado direito de quem sobe, junto a Jazan, Arábia Saudita. Há muita bicheza para ver, entre pássaros e peixes. E praias de areia branca. Também há os restos de um forte otomano, mas basicamente são quatro paredes não caiadas, e não cheira a alecrim. A melhor altura para ir é entre Outubro e Maio, (...)
Mais um sítio que estava na minha “bucket list” de sítios para visitar. Talvez uma deformação arquitectónica, mas o invulgar do edifício tinha deixado em mim uma curiosidade que era necessário resolver. E a espera foi feliz pois os deuses da luz alinharam-se para um final de tarde perfeito para a prática da fotografia. Foi um exercício de velocidade, pois o famoso lusco fusco neste país são mesmo aqueles 5/7 minutos.   Bruno Antunes, 4 de Abril de 2021